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  .:: Serra de Sapiatiba
 

 

A Área de Proteção Ambiental da Serra de Sapiatiba, criada pelo Decreto Estadual 15.136, de 20 de julho de 1990, foi considerada Reserva da Biosfera em 8 de outubro de 1992 e classificada pela FEEMA como Unidade de Uso Sustentável, com 6000 ha, englobando os municípios de São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande. Localiza-se entre 22°47' e 22°52' S e 42°15' e 42°08' W. Localizada a 8 km do centro de São Pedro da Aldeia.

Vegetação: Os ecossistemas relevantes da região da APA é a Mata Atlântica e os campos inundáveis (brejo), representada por espécies características de Floresta Ombrófila Densa como por exemplo o Jequitibá, que se mistura com as de Floresta Estacional, Semidecidual, como o canudo-de-pito, a sapucainha ou o fruto-da-cotia. As espécies de árvores encontradas são o cacto colunar, o pau-brasil, o touro-pardo, o juazeiro entre outros.

Fauna: A fauna da Área de Proteção Ambiental da Serra de Sapiatiba já foi mais rica, mas devido à redução da área natural, vem perdendo vários representantes. Um breve panorama da APA mostra uma grande variedade de espécies, inclusive várias ameçadas de extinção. A fauna conta com uma série de anfíbios (sapos, rãs e pererecas), lagartos e serpentes. A avifauna da região também é bastante variada, encontram-se diversos tipos de garças, o frango-d'agua-preto, o frango d'agua azul, o jaçanã, o quero-quero, o gavião de cauda branca entre muitos outros. Outros animais também encontrados na Apa são o macaco-prego, o tatu-galinha, o tatu-peludo, o tatu-peba, o gato do mato, a capivara, a paca, os micos pretos e pardos, o ouriço cacheiro, o morcego pescador e etc...

Hidrografia: A Área de Proteção Ambiental da Serra de Sapiatiba é visualmente desprovida de recursos hídricos relevantes nas atuais circunstâncias, porém dotada de grande potencial para a subsistência da vida em suas diversas manifestações nativas, desde que seja controlada a intervenção humana. A precipitação média anual é significatica, porém a influência antrópica ao longo de cinco séculos da ocupação extrativista e modificadora levou a um coeficiente de absorção das águas de chuva muito baixo. Por esta razão, as reservas renováveis atuais giram no entorno dos 5,5 milhões de metros cúbicos anuais, quando poderiam chegar a 16 milhões de metros cúbicos. A revitalização dos rios e córregos aconteceria com o replantio, que traria a recuperação das características vegetais originais e controle da ação externa dentro da área e da entrada de espécies exóticas. A cobertura vegetal tem efeito preponderante sobre a retenção hídrica, formação da atmosfera úmida sob o nível das copas dos vegetais do extrato mais alto, além de proteger o solo da ação mecânica da chuva, erosão e carreamento de material sólido do solo, evitando assim o assoreamento de calhas fluviais e pântanos, mais abaixo. As serras tem papel significativo pois servem de divisor para as águas que drenam para as bacias na Lagoa de Arraruama e para a bacia do Rio UNA. A Serra de Sapiatiba e Sapiatiba Mirim são as partes mais altas da área e que representam o ponto de recarga de prováveis lençóis que parecem existir e aflorar metros abaixo, nos conhecidos olhos-d'água, dando origem a rios intermitentes de pequena magnitude e córregos temporários, que garantiam a existência livre de animais de maior porte e do equilíbrio permanente nos volumes da reserva hídrica da região. A cunha salina é particularmente interessante nas zonas próximas à lagoa de Araruama, pois acomoda sobre si uma lente de água doce de origem pluvial, conhecida pelos moradores e pelo seu uso excessivo levou à exaustão e à mistura com a cunha salina. A manutenção da reserva lenticular doce seria muito favorecida pela recuperação das características originais da área, e seu volume compensaria o uso e equilibraria as reservas, permitindo aos animais e à vegetação nativa uma existência sem sofrimento com impactos da atividade humana. Principais corpos d'água: Rios Papicu, Frecheiras e Ubá.

Relevo: Ostentando um relevo singular, as Serras da Sapiatiba e Sapiatiba Mirim contam a sua história por meio das rochas, minerais e do solo. As rochas mais antigas, ou embasamento como são chamadas, não estão no alto das serras, mas sim no sopé. São rochas de origem ígnea (cristalizadas a partir do magma quente), de coloração bege a rosa claro. O conteúdo rochoso das serras é mais jovem e bastante distinto da Unidade Região dos Lagos. Depois de constituir, durante quase 400 milhões de anos, a base de uma grande cadeia de montanhas, a região da Sapiatiba passou pela fase de quebra continental (Rift), onde um novo oceano começa a nascer há 120 milhões de anos, no período Cretáceo do tempo geológico. A Serra da Sapiatiba e a Sapiatiba Mirim guardam dessa época os diques de rochas vulcânicas e subvulcânicas, que são faixas de rochas escuras que têm bastante semelhança com a constituição das rochas do fundo oceânico. A crosta oceânica em formação ejetou magma através das grandes fraturas de quebra continental. Algumas servem como cicatrizes e se movem à medida em que os continentes se afastam. Chamadas de falha, geralmente apresentam material rochoso rompido no seu interior. Uma das hipóteses para a elevação das serras é de que estas falhas de orientação soergueram os blocos da Sapiatiba durante a expansão do Atlântico. A região da Sapiatiba, que já foi fundo de oceano e raiz de colossais cadeias montanhosas, hoje mostra-se como uma proiminência singela e cheia de segredos na costa leste da América do Sul.




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